
Hoje em dia todas, ou quase todas as mães têm necessidade de trabalhar, muito em especial as mães solteiras, para poderem suprir as necessidades de seus filhos e as próprias, para tal foram criadas instituições, estatais ou não, a que se denominaram creches, onde as mães colocam os seus filhos, cientes de que estas instituições, durante as horas de sua ausência no trabalho, cuidam capazmente de seus filhos.
As não estatais, devem ter além de uma assistente social e pessoal especializado em crianças, possuir serviços médicos, avençados ou próprios, seguro para acidentes com as crianças, pois nem os pais estão livres de que estes sucedam.
Estou inteiramente convencida de que as creches estatais funcionam da mesma maneira, se assim não é, está tudo mal.
Ora sucede que eu tenho um bisneto numa creche estatal, mais propriamente no Laranjeiro, e, minha neta, sua mãe, trabalha em Lisboa.
Ontem o menino caiu na creche por duas vezes, tendo ferido um joelho. A ferida foi desinfectada pela educadora, muito embora de forma superficial, pois hoje constactamos que tinha impurezas tais como alcatrão e terra. Hoje voltou a cair e feriu de novo o mesmo joelho. Como se queixava muito, a educadora tentou levá-lo ao posto médico, o que foi impedida pela directora. alrgando esta que a avó estava em casa, portanto que a chamassem para ela o levar ao posto médico.
Minha filha foi contactada e foi buscar o menino á creche onde a mandaram ir ao posto médico do Laranjeiro, aí não foi atendida, uma vez que o seu médico era de Corroios.
Fomos ao posto médico de Corroios, onde fomos inclusivé apelidadas de incompetentes, porque o
menino já tinha o joelho infectado, e, porque teríamos de ser nós, aliás a mãe, a ter ido ontem logo que ele se aleijou ao posto médico para o tratarem. Então o que estão a fazer na creche, que uma criança de magoa e não a levam, pelo menos ao posto médico a que estão adjuntas? Será necessário uma mãe faltar ao trabalho para um caso em que numa creche particular a criança seria devidamente tratada sem a necessidade de prejudicar nem a criança nem o horário de trabalho de uma mãe que está lutando pela sobrevivência dela e de seus filhos?
E como classificar a enfermeira que apelidou as avós e mãe de incompetentes, será que alguma vez ela foi mãe e teve de deixar seus filhos a cargo de uma instituição para os supervisionar e se viu na necessidade de abandonar o seu trabalho para levar seus filhos a um posto médico para lhes fazer um curativo simples num joelho esmurrado?
Eu fui ama, na Belgica, tinha cinco crianças comigo, era eu que as levava á supervisão mensal, que quando eles estavam doentes os levava ao médico e os medicava e supervisionava até os pais chegarem , e, dois deles eram bébés. A não ser que fosse algo de grave é que chamaria os pais para irem com eles ao médico. Acho que é para isso mesmo que os pais entregam os seus filhos a instituições ou amas, indo trabalhar descansados pois seus filhos estão bem entregues, ou então não existe razão para que estas instituições funcionem.
Gostaria de saber quais as leis que regem estas instituições, estatais, porque das particulares
tenho eu conhecimento porque já quiz abrir uma.
A quem de direito peço encarecidamente me esclareça sobre o assunto.