sexta-feira, 9 de maio de 2008

ÁFRICA

Existe muita gente a escrever e a falar sobre os catorze anos de guerra em África, retornados, etc.

Mas a maioria dessas pessoas não sabe nem viveu esses momentos e as informações que têm são insipientes e muitas vezes relatadas por pessoas que se estiveram lá, estiveram por fora da realidade dos acontecimentos e relatam-nas como lhes foram contadas, ou como lhas quizeram contar, por coveniência, porque nesses acontecimentos houve muito interesse em encobrir a realidade.Mas esta situação não é nova na história da humanidade, nem dos povos, basta aos interessados, estudiosos, dissecar a verdade da história de cada país para encontraros logros daquilo que nos impingiram como verdade. Pois os factos verídicos, na maioria, estão documentados e guardados. Por exemplo no nosso país, basta-nos ir escavar á Torre do Tombo.

Noutros, nos seus arquivos guardados dos olhares do povo. A história de cada país é-nos contada como agrada ser contada, só o que é bonito e o que interessa a alguns, é que vem a lume, o resto
é tabú.
E como em todos os acontecimentos que envolveram guerra, quer em África, quer na Europa, ou nos países árabes, tiveram as mãos americana e russa envolvidas com os interesses de alguns. Após a guerra fria, estes países têm tentado desestabilizar muitos outros, encobertos pela película transparente da paz e da solidariedade para com os povos oprimidos, mas a verdade, a única verdade, é que sóquerem tirar proveito do caos em que os colocam, para deitarem a unha ao que os pode enriquecer, o petróleo, o ouro, os diamantes, etc. O povo que se lixe para que alguns atinjam os seus fins.

Portanto, aconselho a quem quizer escrever e contar a realidade dos factos de 14 anos de luta em África, procurem primeiro quem beneficiou com esses 14 anos de guerra e depois quem na verdade tenha visto e vivido os acontecimentos.

Se querem saber a verdade e escrevê.la, sobre os retornados, falem com quem perdeu tudo em África, até família e sofreu e sofre para se integrar numa sociedade que os marginalizou, que vive de mentiras e oportunismos.
Falem, com conhecimento de causa, de como se processaram os dinheiros do IARN, quem beneficiou com eles, e como poderiam ter sido geridos de forma a fazer progredir o país.
Falem em como foram praticamente obrigados a vir para Portugal, todos os que se encontravam no acampamento do Calai durante 3 meses, onde estavam organizados a ponte de se fazerem casamentos e baptizados, todos registados, cujos registos vieram para Portugal, tudo supervisionado pelos Sul-africanos, que assistiram e gravaram as conversações com o Comandante Ponces de Carvalho. Eram precisos para votarem, por isso os trouxeram engodados.
Existe muito para escrever e contar, mas com verdade e isenção. Escrevam sim, mas após aturada e real pesquisa das verdades junto de quem as viveu etestemunhou.

terça-feira, 6 de maio de 2008

O DIA DA MÃE


Hoje é o dia que alguém resolveu declarar como dia da mãe. Após tantos anos ter sido este dia festejado a 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal, resolve-se, sabe-se lá porquê, trocá-lo pelo primeiro Domingo de Maio, uma data móvel. Porquê? e a que critério obedeceu


Não sei, talvez porque quem isso deliberou tivesse uma mãe a nescer nesse dia, ou simplesmente não tivesse uma que merecesse sê-lo.

Para mim continua a ser no dia 8 de dezembro o dia da mãe, pois é muito mais concentâneo com a data a comemorar, por ser um dia específico e por ser o dia da Senhora da Conceição, que como o próprio nome indica, a Senhora da Concepção.

Assim como o dia do pai deveria ser no dia de S. José e não a 19 de Março (mês dos burros).


Mas, enfim, manda quem pode obedece quem deve. Nada neste país tem lógica, porque teriam os dias do Pai e Mãe tê-la?


Este (dia da Mãe) deve ser um dia abençoado, pois como já em outro teme mencionei, até Jesus, o Filho de Deus, quiz nascer como todos os mortais só para ter uma mãe, aasim porque não agraciarmos nós nosas mães, conceder-lhe um dia por ano, não é nada de especial, pois tal como o Natal deveriamos festejá-la todos os dias não num só, uma Mãe merece tudo.


É certo que há Mães e mães, mas estas últimas constituema excepção que confirma a regra. Mulher que é mulher dom M grande, é também mãe com M grande.

A virgem também foi Mãe, visto esta ser a maior benção do mundo, dar vida.

Mulhers, saibam ser ma~es e merecer esse título tão grandioso, que até o animal selvagem sabe salvaguardar essa condição, protegendo, ensinando e elucidando as suas crias para se defenderem no futuro. Tenho uma prima que vive num 6» andar, tem uma varanda, onde colocou plantas e as gaiolas dos seus pássaros. Pois foi aí que um pardal fêmea (pardalita) resolveu fazer o seu ninho, mesmo no meio dos vasos. Nós destruimos o seu habitat e ela invade o nosso. Desde que os pardalitos nasceram, a pardalita, ciosa e temendo e pela sua prole, ameaça-nos quando vamos á varanda, eriça-se e pia furiosamente, revoluteando ameaçadoramente na nossa direcção. É digno de se ver. É o instinto materno na defesa dos seus filhos, é uma Mãe.
Como é bom ser mãe, dar vida a outro ser é sublime, é indescritível. Os filhos podem não saber, mais tarde, valorizar o que é uma mãe e o que ela faz por eles, mas a mãe, quando os seus filhos são rebeldes e maus é quando mais os acarinha, dará tudo, até a vida pelos filhos, é Mãe.

sábado, 3 de maio de 2008

O HOMEM


Quando Deus criou o mundo, -lo bonito e aprasível.

As leis naturais primavam na natureza, criando e expandindo o que de belo havia. Tudo era natural e simples, a vida, os animais, as plantas, o sol, a luz, a água, o calor, o frio, a neve, etc.

Mas, Deus criou o homem, um animal dotado de inteligência. Deu-lhe supremacia sobre tudo que havia e, aí errou, deu-lhe livre arbítrio, para que gerisse a seu belo prazer o que havia criado, para que usufruisse de toda a riqueza e beleza do mundo.

Mas o homem, o animal inteligente, quiz ser o maior, quiz criar como Deus, quiz ignorar as leis naturais, quiz governar o mundo, que Deus havia criado perfeito, com regras suas sem olhar a meios para atingir os fins, sem ver que destruiria a perfeição que o envolvia e lhe dava segurança e continuidade.

Foi criando, a partir do que havia, meios de conforto, idealizados por ele como tal e, foi destruindo a natureza.

Começou por matar para se alimentar, acabando por matar por prazer, criou o fogo para cozinhar, acabou por o utilizar para destruir a natureza e os seus semelhantes, criou a roda para se deslocar e acabou por a usar pelo prazer da velocidade e matar. Utilizou plantas para se curar, acabou por as usar para destruir, Tudo tem tentado para se assemelhar a Deus, agora até quer criar vida, já utiliza meios para criar seres a partir dos genes, já tentou aperfeiçoar uma raça única, como Hitler, já tentou tudo para chegar ao fulcro da criação da vida, mas não consegue criá-la a partir do nada. Isso só Deus.

E com toda a insistência em querer igualar-se ao seu Criador, só tem achado forma de destruir o que Ele criou belo e perfeito. E com esta sede de ser deus, está acabando com o mundo e com a vida.

ESTE É O HOMEM!

-------------------------------------------- O-O-----------------------------------------------

Uma criança perguntou um dia a seus pais, como o mundo havia aparecido no Universo. Seus pais responderam-lhe que fora Deus que o criara.

Não satisfeito, perguntou ao seu professor, este respondeu-lhe que fora um BigBang que o ocasinara. Não satisfeito, perguntou a um padre, este, como seus pais, disse-lhe que fora Deus.

Com duas respostas coincidentes, a criança achou que obtivera a resposta certa. Então foi para um descampado, ajoelhou-se e dirigiu-se a Deus nestes termos:

"Meu Deus, se realmente criaste tudo, inclusivé o homem, porque não o criaste á imagem da natureza onde tudo se completa e renova e nada se destroi?"

terça-feira, 29 de abril de 2008

O QUE É A FAMÍLIA?


Existem três conceitos de Família.

A Família Universal, constituída por todos os indivíduos da mesma espécie, a família geneológica, que se perde, na maioria das vezes, porque se não constitui um registo, exceptuando- se certas classes sociais, como nas famíilias reais e as ditas nobres, que se preocuparam em conservar o registo da sua ascendência, e, a família núcleo, constituída por um certo número de pessoas, em que o fulcro se situa nos bisavós, seguido de avós, pais, filhos genros e noras, tios, primos, netos e bisnetos, geralmente perdendo-se a partir daqui os registos mais antigos.


A família universal inclui todo o ser humano, independentemente da côr, raça, origem ou posição social, porque se foram unindo e reproduzindo entre si, é uma família que, com o factor tempo, a consaguinidade foi-se perdendo da memória, restando, por vezes, os traços ainda que ténues.

Não há portanto raças definidas, somos todos parentes, ainda que muito afastados.

Só assim se admite que hoje, na dita raça negra, haja indivíduos retintamente negros com olhos azuis, verdes e amendoados, assim como na raça dita caucasiana/branca, haja indivíduos com cabelos crespos, traços negroides e orientais.

Na família núcleo e é este conceito que presiste, no dia de hoje, como "família", que desenvolvemos sentimentos e atitudes únicas, que norteiam toda a vida do núcleo familiar.

Pela família se luta, na vida e pela vida, se constroem impérios, se ama, se odeia, se vive.
Porque FAMÍLIA, FAMÍLIA é a universal!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

25 DE ABRIL- COMO O VEJO


Hoje é 25 de Abril. Será que sabemos o que foi o 25 de Abril e as suas consequências? Dizem que foi a revolução dos cravos, a revolução que terminou com o Estado Novo, que acabou com a repressão salazarista e que nos trouxe liberdade, igualdade e fraternidade.


Para já, não houve revolução nenhuma, houve uma sublevação dos ditos capitães de Abril, que já estava mais que prevista há muito tempo e de que o governo tinha absoluto conhecimento. Esperaram somente a morte de Salazar, pois sabiam que Marcelo Caetano estava de acordo e que entregaria tudo, de mão beijada, quando quizessem. Ele também queria mudanças na sociedade portuguesa, tanto mais que não houve resistência alguma, a quando da chegada das tropas, Só que os planos saíram furados no final, porque não havia, como ainda não há, ninguém em Portugal que soubesse tomar as rédeas do país de forma a torná-lo como a canção do 25 de Abril afirma.

Todos quizeram, somente, fazer vida grande, e, a democracia que temos hoje é ilusória. Os governos que vieram, só souberam gastar o pecúlio deixado, sem se preocuparem em salvaguardar o tesouro do Estado, usando-o de forma descontrolada, sem se preocuparem como poderia ser reposto, fazendo despesas maiores que as receitas poderiam cobrir. Dirão: se não fosse assim, como teríamos hoje boas estradas, luz electrica em todo o lado e, outras coisas mais!

Vejamos o que temos hoje!. Boas estradas (algumas) a preço de ouro que fizeram enriquecer alguns, luz em todo o país (nem todo). Temos igualdade, onde? Cada vez o fosso que separa as classes sociais é mais fundo e mais largo. Não há fome, é mentira, cada vez há mais pobres e mais fome, o que está é incoberta. Temos fraternidade, deixem-me rir.

Estamos na CEE! De nome, porque de facto é mentira. O que nos deu a entrada na CEE? A perda gradual da nossa identidade como povo. Nada se pode fazer sem a aprovação da CEE. Quem na União Europeia se preocupa com o povo português? Querem é ser ressarcidos do que nos emprestarem. Já alguma vez se preocuparam com: como sobrevivemos, porque isto não é viver, com os nossos velhos que não têm reformas dignas de um ser humano, com a nossa saúde que vai de mal a pior, com a nossa instrução que fica muito áquem da de qualquer outro país da CEE e até nem tem equivalência em lado nenhum, com a nossa justiça que piora dia a dia, com a nossa segurança, com a nossa própria sobrevivência como povo e país?

Estamos sendo cada vez mais uma colónia de outros países, quer dos da CEE , quer de outros. Vejam, temos um pequeno território, que já era pequeno antes do 25 de Abril, depois deste, com a vergonhosa descolonização de Angola e Moçambique, ainda mais pequeno se tornou com o regresso dos que para lá foram, seus filhos, netos e bisnetos que por lá tinham nascido. A ajuda que foi dada para os "retornados", foi mal gerida, uma vez que, como se disse, foi usada para levantar a industria hoteleira, que de qualquer modo poderia ter sido levantada com boas gerências, o que ocasionou a que os hoteis se enchessem, não só de retornados mas também de oportunistas, que com a falta de um controlo, se fizeram passar por retornados sem nunca terem estado em Àfrica e, ainda fazendo com que uma grande maioriade verdadeiros retornados, que estavam habituados a trabalhar no duro, se queriam ser alguém, se tornasse em indivíduos desprovidos de vontade de trabalhar, pois se habituaram ao "doce fare niente".

Se tivessem deixado trazer mais que os míseros 4.500 Escudos e tivessem dado a cada chefe de família, que nada poude trazer, 200 contos e mais nada a não ser facultar-lhes um lar, mesmo decadente que fosse e eles o restaurassem, teriam feito disto um país próspero. Mas não, além de pagarem rios de dinheiro aos hoteis, que em situação de normalidade nunca teriam ganho o que ganharam, e, facultarem 2.000 escudos mensais a cada pessoa adulta, e de fomentar a preguiça a muito dos que vieram, de colocar a gerir o IARN pessoas inexcrupulosas e pouco idóneas, deixaram os que na realidade queriam trabalhar para si , os seus, e, para o bem comum, sem qualquer alternativa de poder fazer algo de bom. Trabalho, ninguém queria aceitar quem tivesse vindo do ultramar, não havia, os empréstimos a fundo perdido que se abriram, só eram facultados aos amigos e conhecidos e, assim o país se foi endividando.

Depois, abriram-se, e, ainda estão abertas as portas a uma emigração descontrolada. Hoje estamos cheios de emigrantes que vivem á custa de subsídios, que se trabalham é por tuta e meia, pois têm outras ajudas, ou assaltam e roubam, enquanto os nacionais que se sejeitem á mesma tuta e meia, sem outras ajudas, e, ou morram á fome, ou que se juntem aos gangs para sobreviver.

Ajudar sim, mas dentro das nossas possibilidades, com conta e medida, dada a pequenez do país e as seus frágeis recursos naturais, salvaguardando os direitos dos nacionais. Pelo andar da carruagem, ou um país próspero da CEE nos anexa, ou seremos nós ainda colonizados e absorvidos por uma das ex-colónias ou pelo Brasil. O Brasil é um país enorme, só o Estado de S. Paulo é várias vezes maior que Portugal inteiro, um país rico, com muitas potencialidades, porque então aceitar emigrantes brasileiros? Angola e Moçambique também são grandes, muito maiores que Portugal e Angola é riquissima em recursos naturais, tem um solo fertilissimo, petróleo, diamantes, ouro, ferro, etc.. Quizeram ser independentes, acho muito bem, não quizerem lá os brancos portugueses, estavam no seu direito, mas então que lutem e trabalhem no seu país, que precisa de se desenvolver, quanto mais não seja no que os brancos fizeram e lá deixaram, para fazer crescer o seu país e produzir o que produzia.


Não sou xenófoba, e orgulho-me de ter amigos que prezo, brasileiros, angolanos e até moçambicanos, minha mãe nasceu no Brasil (Manaus), meu pai, eu , meus filhos e uma neta, nascemos em Angola, tenho família mestiça que amo, mas salta á vista o descalabro da situação criada pela emigração destes países.

Então digam-me agora se o 25 de Abril merece ser festejado, se beneficiamos assim tanto com a situação que por ele foi criada para todos nós?

Somos felizes, somos livres, temos igualdade de oportunidades,temos fraternidade, ou só foi bom para alguns?

Perdoem a crueza da minha verdade, mas precisamos todos, todos, povo e governo de agir depressa ou o povo português JÁ ERA!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

INSTRUÇÃO,EDUCAÇÃO E VIOLÊNCIA

Como por mim já foi dito em temas anteriores, a instrução em Portugal, deixa muito a desejar.
Quanto á educação, nem se fala como já disse, pois o nosso país saiu da opressão em todos os sentidos, sem ter sido preparado para a liberdade, o que ocasionou, numa anarquia completa, onde os pais deixam os filhos á deriva, dando-lhes uma liberdade absoluta, sem lhes ensinar, pois que nem eles próprios sabem, o que é liberdade e como usá~la de forma construtiva, as suas consequências e no que ela implica. Não lhes ensinando que a liberdade descontrolada, sem leis e normas, mesmo a pessoal, leva ao caos e á decadência do ser humano.
Eis pois as consequências desta situação, a perda de valores morais e sociais, a falta de respeito por tudo e todos, até por nós próprios, á violência.
E que dizer do papel do Estado? Deixou a população agir em completa liberdade para se vingar,se expandir de forma absolutamente errónea, sem lhe dar noções de comportamento e de respeito até por si próprios.
Apoiou tudo, de forma a que o povo se sentisse senhor absoluto do mundo e das suas próprias frustações, permitindo que os sentimentos animais ainda existentes no ser humano, prevalecessem sobre os sentimentos humanos.
E a violência surgiu então em todos os sectores da vida social.
No próprio seio do Governo, esta violência se manifesta, na luta pelo poder, sem olhar o interesse popular, sem olhar pela razão e futuro do povo e do país , permitindo o que se vê pelas ruas, o que se passa na justiça, na instrução, na educação, na saúde, na proliferação da corrupção em todos 0s sectores estatais e fora dele.
Somos um povo que de repente se vê com o ceptro na mão e que não sabe como usá-lo, porque sempre soube obedecer sem pensar e, agora quer mandar e não sabe, quer ser rico, sem ter dinheiro, quer ser intelectual. sem estrutura, quer ser senhor, sem ter aprendido a ser bom servidor, quer ser gestor, sem saber gerir, quer ordenar, sem saber obedecer, quer governar, sem saber como se constroi um governo sólido, quer a liberdade, que nunca teve, sem saber usa-la com rectidão e justiça, quer ter tudo e nada ceder.
Tudo isto gera insegurança, desencanto e sobretudo violência.
E o pior de tudo, é que essa violência influencia a juventude que é o futuro do paós.
Tudo está a contribuir para a violência juvenil, vejamos que até a comunicação social contribui para isso.
Nos canais de televisão, que é o meio de comunicação mais usado pela juventude, inclusivé os programas de desenhos animados, quer nos canais nacionais, quer no Panda e Cartoon Network, os desenhos animados apresentados só mostram violência.
Porque não passar os filmes de Walt Disney, em vez de bonecos sem nexo e que só ensinam violência, feitos quer por Japoneses, quer por outros "cartoonistas" de outros países, em que só se ouvem gritos e vê violência?
Assim como a literatura infantil, hoje em dia os livros para crianças, apresentam histórias infantis sem pés nem cabeça, sem conteúdo e, que em nada ajudam a criança a sonhar.
É preciso sonhar, para criar. Como poderão ámanhã, as crianças de hoje, ser por exemplo escritores e idealistas construtivos, se não se lhes despertar o intelecto com histórias que as façam sonhar com um futuro belo, que pode vir a ser duro, mas não vazio de sentimentos e ideais que o sonho pode realizar e, a realidade será mais atenuada pela imaginação?
A imaginação é fertil e pode preencher o vazio da alma e amenizar o carácte r violênto que é um dos atributos do animal/homem que somos.
Deixem a criança sonhar, porque nós adultos também sonhamos e devemos sonhar, pois sem sonhos a vida é enfadonha e, insípida e dificil de suportar. Ter sempre os pés assentes nas realidades da vida é embrutecer, é preciso sonhar, de quando em vez, para podermos buscar a verdade da existência.
Se os grandes intelectos não tivessem sonhado, imaginado, ainda viviamos na idade da pedra.
Olhem á volta e constactem que, as crianças de hoje nem brincar sabem, porque crescem num ambiente hostil e sem criatividade, num ambiente desprovido de sentimentos e de ideais, onde os pais lhes não despertam a imaginação, onde os sonhos são unicamente de grandeza, poder e hostilidade, onde não se olha a meios para atingir os fins, onde a lei que prevalece é a do mais forte.
Inclusivé, no que sempre foi o ex-libris do povo português, o futebol, agora existe mais violência do que desporto, violência entre equipas, violência entre adeptos, fora e dentro dos estádios.
Tudo leva ao que todos desejam ver banida de qualquer sociedade
A VIOLÊNCIA!!!

terça-feira, 15 de abril de 2008

A LÍNGUA PORTUGUESA


O português é uma língua rica e bela, centenária, e que foi falada em quase todo o mundo.

Com as descobertas e conquistas o português expandiu-se, pois seu povo, que é sociável e adaptável, foi povoando tudo por onde passou. Após a Républica, Portugal como país e povo foi perdendo a sua supremacia, ainda que os portugueses continuassem a ir além fronteiras, como emigrantes, e a fixar-se e constituir família, para onde fossem.

Com o Estado Novo, Portugal, com o seu isolamento, acabou por ser um país desconhecido, no mapa, pela maiori.a dos outros países, mas a sua língua, prevaleceu e continuou a progredir mundo fora.

Hoje, o português, é ainda ouvidp em todo o mundo, porque os portugueses continuam a buscar outros países para se fixarem, uma vez que Portugal foi perdendo sucessivamente as suas possessões pelo mundo. O país é pequeno e lutava com dificuldades de emprego e por conseguinte perdia o seu nível de vida, até finalizar com o 25 de Abril com a perda das suas colónias em África .
Portugal poderia ter sido um grande país, e hoje manobrar o mundo como a América, e, deixou ir por água a baixa a sua grande oportunidade. Se tivessemos sabido gerir as últimas possessões em África, poderíamos ter um novo Brasil

Tudo perdemos, mas no entanto a nossa língua prevalece, o que nos orgulha.

No entanto, hoje o nosso Governo achou, por bem, que a nossa língua que é rica em léxicos árabes , gregos, latinos, etc., deveria adoptar a língua brasileira.

Cabe na cabeça de qualquer portuguès que se preze, abrasileirar a nossa língua? O brasileiro é uma língua tipicamente portuguesa com a adopção de léxicos africanos e o sotaque de um português africanizado, serve para modificar uma língua centenar?

Seria o mesmo que chegarmo-nos ao Umbundo, Kimbundo, ganguela, cuanhama, mucancala, swaili, ou qualquer dos dialetos africanos.

O brasileiro é português modificado, o Brasil é um país novo em comparação a Portugal, portanto porque modificar a língua portuguesa? Porque não modifica o Brasil a língua para o português?

É preciso chegar ao mais baixo grau de degradação para modificar a língua de um país e, para mais para pior.
Nós podemos constactar que no Brasil existe muita mais gente a escrever português correcto do que propriamente em Portugal. Pois lêm e estudam a literatura portuguesa o que não é feito nas nossas escolas.

Isso nota-se até nas telenovelas brasileiras, em muito poucas não se faz referência aos nossos clássicos.

Eles não falam português correcto, o que é compreensível, dado que foram colonizados por portugueses, africanos (uma maioria-escravos), italianos, etc. Mas a sua base é literalmente portuguesa.

Já pensaram o que seria se a Alemanha, a França, a Bélgica, a Inglaterra, quizessem modificar as suas línguas de acordo com as das suas antigas colónias?

Certamente que isso nem passou pela cabeça dos seus governantes. Então porque em Portugal?

É o que digo, há coisas que se passam neste país, que nem ao diabo lembra.

Já se retirou das nossas escolas, parte fundamental da nossa História Pátria. Hoje muito pouca gente sabe as nossas origens, os feitos dos nossos avós, o nome dos nossos reis, a nossa glória.

A História dada nas escolas é tão reduzida e insipiente, que ninguém sabe nada.

A Literatura Portuguesa é dada por alto, até o livro por excelênciada nossa literatura " OS LUSÍADAS", já foi retirado do ensino, como poderão saber os nossos filhos o que são cantares de Amigo?

Agora vai a língua, onde ficará a nossa identidade daqui para a frente?

Por este andar, ainda que membros da CEE, deixaremos de ser um povo, um país, para ser uma colónia de férias de todos os outros.