quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Estamos na CEE?

Estamos no século XXI e no entanto, parece que, no nosso país ainda estamos no século XIV ou mesmo mais atrás ainda. Evoluimos em alguns aspectos, consoante os tempos foram passando, mas no primordial estagnamos.

Ainda se dá demasiada importância ao aspecto exterior das pessoas, á sua condição condição académica, ao seu status na sociedade, ás obras palpaveis e que sobressaem á vista, mas esquecemos sobretudo a condição humana, á igualdade que deve unir o ser humano, á igualdade de oportunidades que o Homem (ser humano) deve usufruir, aos direitos humanos que tão apregoados são mundialmente, e, que o nosso país tantas e tantas vezes diz defender.



Vejamos por exemplo, agora que uma crise mundial levou tantas nações e nós somos uma delas, á recessão tão temida, o que faz o nosso governo para a minorar e tentar proteger o seu povo?


Empenha-se em salvar a banca privada, a construir auto-estradas, a financiar um TGV, a construir um novo aeroporto, em vez de tentar salvar as empresas que fecham quase diáriamente (aumentando assim o desemprego a miséria e a fome), a fechar postos médicos, a desleixar as escolas, a utilizar sistemas de ensino absoletos, a gastar dinheiro com cursos para o funcionalismo público (com o rebuçado oferecido ao povo, de que com tal irá melhorar a prestação de serviços ao povo), quando os mesmos são, ou mal ministrados, ou dados a quem os não sabe depois utilizá-los por falta de principios.


Ainda há dias se poude ver no programa televisivo "Nós por cá", numa loja do cidadão, como a funcionária que estava atendendo um utente, se expressava, e o que mais chocava, pelo menos a mim, foi a prepotência com que ela afirmou e repetiu, que "iria fazer a folha" ao motorista de quem tinha queixas. Quem é essa senhora para se arrogar com direitos a "fazer a folha" seja a quem fôr? Só por ser funcionária pública e lhe passar pelas mãos certos dados referentes a todos os individuos que constituem uma sociedade, a Portuguesa, se julga com direitos a julgar e a punir? Não existem meios legais, polícia e justiça, para, se fôr caso disso, se chamar á razão quem prevarique? Ou estamos novamente a fomentar outra PIDE?


Continuamos a ter patrões que julgam poder fazer com os seus trabalhadores o mesmo que faziam os senhores feudais de antanho. O trabalhador, na óptica do patrão, é um "factotum " que não deve abrir a boca se for lesionado nos seus bens pelo patrão, ou se for verbalmente maltratado, porque ele é o empregador e não admite que o trabalhador possa ter mais inteligência e mais educação (note-se que eu digo educação não instrução). Para o empregador/patrão o trabalhador é mais um objecto que tem ao seu serviço, que não tem o direito de pensar, raciocinar, opinar e muito menos de sentir.


Sobre a saúde, muito haveria que falar.


Sobre a instrução, então há muito que se lhe diga, eu sou do tempo em que o aluno de quarta classe, hoje quarto ano, tinha mais cultura que um formado hoje. Sabia a sua língua, escrita e falada como agora muito poucos a sabem, porque o ensino era completo. Sabiam tudo sobre a história de Portugal sobre o seu país, muito embora muitos nunca o tivessem visto, pois viviam nas ex-colónias.Quando acabavam o liceu, hoje 12º ano, tinham um conhecimento profundo das origens da sua língua, tinham uma cultura geral que faziam inveja a muitos hoje. Quando se formavam, além de saber teórico firme e vasto, os que eram realmente inteligentes tinham-no prático também. Hoje o que vemos? As crianças saem do ensino secundário semi-analfabetas e os que fazem unicamente o ensino obrigatório, são quase tão analfabetos como os seus pais que nunca frequentaram uma escola. Tudo porque as reformas no ensino foram feitas pelos métodos que foram abolidas por outros países por não resultarem, no entanto nós adoptamo-las. Os professores antigamente eram profissionais, sabiam e tinham gosto em ensinar, hoje muito poucos há assim, vão para o ensino por ser mais lucrativo, não por amor á arte.


Mas voltemos ao início, falemos da crise, e da situação actual Portuguesa. Porque não se deixou a banca privada para ser salva pelos que a constituem, os ricos?


Porque não se utilizam os meios financeiros existentes destinados ás auto-estradas, TGV e aeroporto, na fomentação de industrias, e a salvar as empresas mais rentáveis e que estão fechando por causa da crise? Constituiriam novas fontes de riqueza do país, emprego para os milhares de desempregados, mas empregos duradouros, não empregos a prazos fixos como a construção de estradas e quejandos. Portugal é um país pequeno, poderá, até se equilibrar financeiramente, aguentar-se com as estradas , os transportes e o aeroporto que tem.


Temos de olhar mais para o nosso povo e deixar de ajudar que tem mais ajudas do que nós.


Há fome pelo mundo, sim, mas á fome também cá dentro, e se não olharmos para a fome encoberta que existe cá dentro, que mérito temos em olhar pela fome dos outros que têm outros países, maiores e mais ricos para os ajudar?

Mais tarde voltaremos om mais opiniões.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

CRISTIANISMO


Digam-me agora se tenho razão ou não, quando digo que não quero professar religião nenhuma.


Ainda há dias deu a notícia de que os padres passariam a cobrar por missa 10 euros, para fazer face á crise.


Quando Cristo andou pelo mundo, pregava, curava e atendia todos de graça, Ele mesmo disse que " o que recebestes de graça, de graça dai". Como pois é possível crer numa religião que se diz Cristã, que cobra Missas, Baptizados, Casamentos, Extrema Unção e Enterros? Arrogando-se ainda o direito de aumentar preços!


Sendo a igreja mais rica do mundo, bem pode sustentar os seus párocos e dar grátis a Palavra de Deus e tudo o resto, Cristo nunca pediu nada, nada lhe faltou e muito menos cobrou fosse o que fosse.


Antigamente os padres viviam do que os paroquianos lhes davam, esses sim eram padres, que tal como os médicos, davam por Amor á sua profissão. A Palavra de Deus é Amor puro, Ele só deseja que o mundo viva em Amor e o Amor não tem preço. Por isso vemos o mundo a deslizar cada vez mais rápido para o descalabro, vivendo no materialismo, na maldade no desamor, no interesse por acumulação de bens materiais que não levam a lado nenhum a não ser para o declíneo e destruição.


Não sou apologista da regra que nos foi impingida pelo clero de que o dinheiro é a razão de todo o mal, o mal está em ter amor ao dinheiro.

Por isso é que o mundo está um descalabro. O ser humano está desumanizado, frio, calculista, deixou de ter como meta o Amor de Deus, o amor ao seu semelhente, vive unicamente para atingir a maior meta do materialismo.

Tornou-se um materialista, não olhando a meios para atingir os seus fins, um ser completamente virado para a maldade, esquecendo a sua origem divina, aquilo para que foi criado, para evoluir espiritual e mentalmente, de forma a atingir a finalidade única e verdadeira, que é o Amor que pode governar da única forma construtiva e universalmente pacífica, pois Deus é Amor e quer dar e receber de todos o mesmo Amor. Temos de nos reciclar e voltarmo-nos para o nosso interior, a nossa alma, o nosso espírito, para podermos de novo reencaminharmo-nos para o destino que Deus nos reservou, a Sua essência, O AMOR!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O QUE É SER CRISTÃO


Eu era uma pessoa muito católica, estudei num colégio de freiras, ia á missa diariamente, praticava a visita duas vezes por semana à cadeia e outras duas vezes à casa de velhos colonos que se achavam acamados e sem ninguém. As minhas visitas serviam de lenitivo e essas pessoas o que para mim era gratificante, por sentir que lhes era útil e que agradava a Jesus, que isso pregou.
Depois, a vida foi-me ensinando que aquilo que ouvia pregar pelos padres, era simples verborreia, posto que eles e os que eu pensava serem exemplos cristãos, nada faziam na vida real para minorar as vicitudes da vida e ajudar o próximo. Assim, procurei resposta em quase todas a religiões, todas ensinavam o mesmo, fazer o bem sem olhar a quem, não prejudicar o próximo, viver com lisura, enfim os mesmos ensinamentos de Cristo, mas nenhuma me satisfez, posto que o que a boca diz e o coração não sente é simples retórica e de nada serve.

Resolvi então seguir os ensinamentos de Cristo tal como Ele os ensinou, sem qualquer ligação a religiões e muito menos a igrejas.
Basta vermos que a religião católica é a religião mais rica, monetariamente, do mundo e nada faz para minorar as desgraças do mundo, basta ver as crianças dos países do 3º mundo, que morrem á fome e que a riqueza do Vaticano continua a crescer. Mas isto não é só na religião católica, há outras fazendo o mesmo.
Veja-se o que se passa na maioria dos países ditos cristãos, onde prolifera a mendicância, a fome e a exploração do homem pelo homem. Estamos no século XXI, mas muitos ainda se sentem a viver no feudalismo. Evoluimos, mas a maioria de forma errada, em vez de crescerem em espiritualidade, cresceram em ganância, luxuria, maldade e em sonhos de grandeza, quer monetária quer pessoal. Ninguém é mais do que ninguém, todos somos filhos de Deus, todos nascemos da mesma maneira,todos acabaremos de igual modo e nada, nada do que pensamos ter alcançado levaremos para omoutro lado, fica cá tudo.
Vejo pessoas a irem á igreja, bater com a mão no peito e que cá fora são capazes das maiores atrocidades contra o seu semelhante. Capazes de nunca perdoarem, capazes de, para atingirem os seus fins, de trairem, de humilharem e ainda se sentirem os maiores do mundo.

Cristo nunca foi rico nem quiz riquezas, a não ser as espirituais, ajudou quem dele se aproximava, matava a fome física e espirital a toda a gente, sem requerer pagamento dos seus actos.
Mandou perdoar a toda a gente, abençoar os que nos ofendiam, orar pelos pobres de espírito e
deu a entender que Deus perdoa infinitamente, por isso nós que somos imperfeitos deveremos perdoar setenta vezes sete. E o que vemos na verdade? A falta de perdão, a humilhação sem limites , a que se arrogam pessoas, que detem o poder e a riqueza, sobre os seus sobordinados, sem qualquer respeito pelo ser humano, porque se acham senhores do mundo.

Ora, seguindo as leis de Deus e os ensinamentos de Cristo, eu faço, os possíveis e por vezes os impossíveis por me manter fiel a Deus e Cristo, ajudando como posso os outros, evitando o máximo falar da vida alheia, e muito menos prejudicar seja quem for, o sol quando nasce é para todos, ninguém é melhor que ninguém, Todos vimos ao mundo com uma missão e há que cumpri-la sem ter que pisar, humilhar ou tirar o pão seja a quem for ou a que pretexto for, às vezes, senão a maioria, as pessoas menos letradas são as mais sábias e que nos merecem mais respeito, porque sabem dar valor à vida, sabem portanto respeitar os outros.

Ser Cristão é isto mesmo, respeitar todos de igual forma, saber perdoar e ajudar nos momentos em que a ajuda é necessária. Não é amealhar, ufanar-se do que possui e calcar com palavras e quejandos os menos desfavorecidos, é aos humildes que pertence o reino de Deus, não aos arrogantes e vaidosos da suas posições.
Amemo-nos se queremos ser amados, respeitemos se queremos ser respeitados, saibamos ser cristãos e não simples membros de uma seita.
A passagem nesta vida é curta para que possamos ter tempo de a corrigir nesta passagem, e neste mundo, mais tarde ou mais cedo tudo tem retorno e o mal que hoje façamos ,ámanhã poderá tocar-nos á porta de uma forma ou de outra, por isso tanta gente chora, tarde de mais, perguntando a Deus porque tal mal lhe cai em cima, esquecendo-se que não foi Deus que lhe enviou o mal, mas sim o que eles semearam toda a vida.



segunda-feira, 3 de novembro de 2008

MULHERES OU AVESTRUZ?


Sou mulher, mas tenho o orgulho de me sentir como tal , mas com letra grande. Porque existem mulheres que nem merecem ser chamadas de mulheres, pois uma vez que se encontram "abandonadas" pelo objecto daquilo que pensavam fosse o seu complemento, acham que a vida acabou, não só para elas, como deverá acabar igualmente para eles.

Assim, fazem drama de tudo e com tudo, para satisfazerem o seu ego doente, acabando por viver um inferno. O pior de tudo é que fazem também um inferno a vida de quem calhou viver com elas e que ao acordarem se resolveram a mudar de vida, para a poderem viver, deixando-as. Mas a verdade é que essas damas vivem obsecadas, sentindo-se donas do mundo que ansiaram e julgaram criar, e, não aceitam de modo algum o terem sido preteridas.

O pior de tudo é que usam e abusam. infelizmente, do facto de terem filhos, para infernizar a vida de quem teve a desdita de as ter conhecido e com elas viver, casados ou não, não interessa o facto, e por acrescimo fazem da vida dessas crianças igual inferno, com as disputas, com as birrinhas, com as proibições, etc.

Mulher que é MULHER, não tem mais é que aceitar que se não se dão bem o melhor para todos, até para os filhos, é a separação sem restrições nem vinganças.

A vida continua e, se não deu á primeira, há que tentar e corrigir os seus próprios erros de molde a que resulte na próxima vez. Mulheres há muitas assim como homens, há que saber ser mulher, fazer uma rectrospectiva e pesar os erros de ambos os lados e tentar corrigi-los.

Um casal separado que se saiba comportar com dignidade e justeza, pode respeitar o seu ex de modo a deixá-lo viver a sua vida, vivendo a dela com a mesma dignidade, deixando seus filhos. pelo menos, ser felizes buna vida repartida entre os dois progenitores. Assim os filhos aprenderão a amar e respeitar seus pais e sua opção de vida.

É com atitudes abertas e sensatas de respeito humano que se conquista a felicidade, a paz de espírito e o respeito e admiração de nossos filhos. É com tolerância , compreensão e espírito aberto que se consegue a felicidade e criar filhos de que nos orgulhemos ámanhã. Eu não estou falando de ânimo leve, pois sou também uma mulher divorciada, portanto com conhecimento de causa.

Mulheres saibam ser MULHERES, levar a vida para a frente com dignidade , sem ressentimentos, sabendo olhar de frente para os vossos erros, tentando corrigi-los e tentando sobretudo, não culpar os outros do que certamente sois vós as únicas culpadas, preservando os vossos filhos de atitudes e actos que em nada vos dignificam e, que os podem prejudicar grandemente.

Quando tiverdes de enfrentar situações de separação, tendo ou não razão, saibam ser altruistas e generosas pois essa actitude sá vos dignifica e fortalece para serdes olhadas como gente, como humanas e seres racionais.

Não façam como a avestruz que quando captam uma contrariedade escondem a cabeça debaixo da terra, sejam aquilo para que a mulher foi feita, para amar, perdoar, compreender e pesar as suas acções de molde a não vos prejudicar e muito menos a terceiros.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

SERÁ ENGODO PARA NOVAS ELEIÇÕES?



O ano passado foi-me enviada, pela Assistência Social, uma carta em que me informavam que havia um subsídio para os reformados e que para mais informações me dirigisse áqueles serviços na minha área de residência. Cética, lá fui eu. Mas segundo me foi informado, como eu nessa altura estava a receber de reforma 310 Euros, portanto mais 3 Euros do que o limite para a atribuição daquele subsídio que eram 310 Euros, não tinha direito ao mesmo.

Este ano em Julho, foi-me novamente enviada uma carta daqueles Serviços, informando-me de que, se não tivesse uma reforma de 400 Euros , poderia habilitar-me ao SIC ,"Creio que se chama subsídio de inserçãp Social". Lá fui eu aos Serviços sociais da minha área, Desta vez não em Corroios, mas a um destacamento, em carrinha, no Seixal

Preenchi os papeis, foi-me dado um recibo de entrega, e, fiquei a aguardar uma resposta. Ao fim de dois meses, fui saber se já havia alguma resposta, Foi-me informado que teria de aguardar uns meses mais, pois tudo que haviam recebido para esse efeito, tinha sido compilado e catalogado por ordem alfabetica, e como eu começava por "M" ainda teria de esperar mais uns meses.

Acho que, quando o Governo decreta medidas Sociais para minorar as dificuldades financeiras dos utentes mais carenciados, estas medidas devem ter prioridade e ser executadas com a maior brevidade, posto que, os velhos que hoje recebem a sua magra reforma, já foram jovens ontem e



tinham de pagar as suas contribuições a tempo e horas, portanto é a tempo e horas que devem receber as suas beneces e não depois de morrer. Porque, vejam a minha situação por exemplo: tenho 322 Euros de reforma, já estive hospitalizada duas vezes, tenho medicamentos que não posso deixar de tomar, tenho uma dívida á Segurança Social que estou pagando dentro das minhas fracas posses, (dívida que moralmente me não acho devedora), tenho despesas a que me não posso esquivar, se quero viver dignamente, ainda o mês passado além dos medicamentos habituais, tive de pagar 37 Euros por vitaminas que não têm contribuição do Estado, porque havia perdido 13 quilos num mês e a minha médica achou que mos devia receitar, fora outros extras que podem não ser todos os meses mas que aparecem.

Então porque se faz alarde de uma medida, com publicidade na TV e tudo, para ajudar os velhos se não veem? Estamos fartos de promessas que não são cumpridas.

Eu pelo menos já estou saturada delas, pois quando vim de Angola em Novembro de 1975, como já não tive tempo de trazer os meus papeis como funcionária publica, ainda que aqui tivesse a minha Chefe D. Maritana Bráleo, pois estava a trabalhar no ERA (Extensão Rural de Angola), não fui reclamar a minha inserção no Estado, fui honesta, pois podia ter feito o que muitos fizeram que forjaram documentos. O tempo que trabalhei em empresas particulares não me foi contado porque não havia Caixa em Angola, mas sindicatos para os quais pagávamos para termos assistência médica e outros, como se a culpa fosse minha, quando se havia Caixa do Estado deveria haver Caixa para os outros como cá, não era tudo Portugal? Além de que o Sr. Comandante Ponces de Carvalho que nos foi visitar ao Calai, onde estávamos sob protecção Sul-Africana, fez promessas que nunca foram cumpridas.

Como quer o Governo Português que acreditemos nas suas promessas e boa vontade se nada se vê do que é prometido pelas eleições?


Senhores governantes, estamos todos atravessando uma crise grave, é altura de se porem as cartas na mesa e tentarmos ser honestos e verdadeiros, já chega de lançar poeira para os olhos do povo, e de lhes acenar com lenços brancos em farrapos. Já somos todos adultos para cairmos no engodo do rebuçado que se encontra na montra e a que nunca chegaremos.




sexta-feira, 26 de setembro de 2008

REFLEXÃO - CONTO





QUANDO A IDADE PESA





Ela ainda se lembra dos seus vinte poucos anos, era engraçada, portanto era muito pretendida, mas tinha já três filhos, duas meninas e um rapaz. Passava muitas dificuldades para criar as três crianças, trabalhava muito, mas tinha de o fazer, pois as crianças não tinham culpa de ter vindo ao mundo, a culpa era dela.

Dois dos seus filhos eram filhos de um casamento que havia falhado, a filha mais nova era filha de um amor que tivera e que não dera certo, muito embora ela gostasse ainda dele.

Por motivos alheios á sua vontade, e, porque a segurança e sobrevivência de seus filhos assim o exigisse, pois se encontrava desempregada, mandou a filha mais velha para o pai, até refazer a sua vida, e os dois mais novos ficaram entregues a uma senhora de idade e á madrinha da mais nova, que por sinal era também sua tia.

Conseguiu arranjar trabalho, ainda que mal pago, mas que dava para sobreviver. Mais tarde, com a ajuda de amigos, conseguiu um bom emprego e então tentou regularizar a sua vida, mas, nesse entretanto, mandou vir a filha mais velha para junto de si, mas a senhora que tomava conta dos mais novos, num momento de loucura matou-lhe o filho varão, ficando a mais nova entregue á madrinha, senhora que vivia bem. Como ainda não podia subsistir com as duas meninas, deixou ficar a mais nova á madrinha, que não tinha filhos e lhe estava a dar uma vida que com ela nunca poderia ter.


Tentou dar á filha mais velha uma educação esmerada e uma instrução que lhe permitisse ámanhã ser alguém. Como esta filha era rebelde e pouco amiga de estudar, ela pensando que este facto se devia a ter pouco tempo para lhe dar, uma vez que trabalhava muitas horas, até internada a pôs num colégio. Mas o azar estava de novo espreitando e teve de a tirar do colégio porque estava de novo sem trabalho.


Voltou a arranjar trabalho bem remunerado onde podia dar mais atenção á filha, mas esta não quiz estudar e como na altura já tinha 14 anos, pô-la a trabalhar, o que seria para ser só durante as férias escolares, e que acabou por ser quase definitivo.



Tentou o mais possível nunca a castigar com pancada, coisa que só o fez uma única vez, não lhe faltando com nada e fazendo sempre com que as seus desejos fossem satisfeitos, dentro do possível.

Passados dois anos, a filha quiz casar, para evitar males maiores, deu-lhe o seu consentimento.

Casou, teve filhos, e quando a mãe precisou, acolheu-a, mas sem grande entusiasmo.

Aquela mulher, continuou a trabalhar, teve bons empregos, ganhou muito, mas tudo gastou com a filha e netos.

Hoje, continua a viver com a filha, mas esta cada vez se afasta mais da sua mãe não perdendo uma única oportunidade para a diminuir, a rebaixar e a humilhar.

Como precisa, pois a sua reforma é pequena, vai calando e suportando tudo, sempre de cara alegre, muito embora, por vezes, já de tão saturada estar, expluda e nas piores ocasiões, mas são raras estas explosões, se tanto duas vezes ao todo.

Para evitar estas explosões, isola-se, só já fala se lhe dirigem a palavra, mas vive triste porque sabe que tudo na vida se rege pela Lei do retorno.

Hoje está velha, na idade, pois é lúcida e mais sábia com a escola da vida, nunca deixou de se actualizar em todo o sentido da palavra, mas sua filha e seus netos caminham a passos largos para a mesma velhice, tudo o que eles sabem já ela aprendeu e guardou nas suas memórias há muito.

Por milhares e milhares de anos, os velhos eram os patriarcas e os conselheiros da humanidade, somente hoje é que a idade é desvalorizada, por isso mesmo vivemos no caos que se vê. Mas o tempo e a vida acaba sempre por dar razão á velhice, só é pena é que por vezes já é tarde de mais.


Os nossosfilhos esquecem-se de que os anos vão passando, a idade vai avançando, o que era novo ontem é velho ámanhã. Eles também caminham para a velhice, para o final da vida e o que hoje fazem a seus velhos pais, ámanhã poderão seus filhos a fazerem-no também, ou pior, pois tem-se visto que com o andar dos tempos a gratidão e o amor vão-se desvanecendo. Que Deus os proteja e acorde os sentimentos nobres que se foram perdendo.

Precisamos de um mundo melhor, precisamos de despertar o amor pelos outros, os que estão perto e os que nada nos são. Pois só o amor pode salvar a humanidade. DEUS É AMOR, por isso nos perdoa todos os desmandos que nesta vida vamos fazendo. Já Jesus disse que o homem deve perdoar setente vezes sete, pois Deus perdoa-nos uma eternidade de vezes. Todos somos pecadores,não existe um único justo no mundo, portanto porque não perdoar ao que nos ofende?Porue não darmos o amor que existe, porque Deus o implantou, no nosso coração com liberalidade e prazer? O mundo seria melhor.
















































quinta-feira, 14 de agosto de 2008

EMIGRAÇÃO E SEGURANÇA


Continuamos com as portas abertas, sem qualquer controlo, para a emigração.




É certo que os portugueses foram e continuam a ser emigrantes, pois no nosso país as condições de vida são miseráveis, mas é certo também, que os emigrantes portugueses são considerados, com raras excepções, bons trabalhadores e acatam as leis dos países para onde emigram. Até porque se assim não fosse seriam repatriados.




No entanto, aqui abriram-se as portas á emigração, mas não se tem o devido controlo naqueles que para aqui vieram, sejam de onde vieram, muitos estão, senão a maioria, ilegais e são o que de pior esses países têm.




O nosso país, além de pequeno, está atravessando uma fase em que os próprios naturais se vêm em dificuldades para sobreviver com decência, quanto mais para albergar emigrantes legais e ilegais, que aqui vêm para ou melhorar a vida ou simplesmente para provocar distúrbios e diatribes de toda a espécie.




Portanto, acho que o nosso governo, não só para salvaguardar o seu próprio povo, como para salvaguardar aqueles que realmente vieram para trabalhar e ganhar a vida, o dever de controlar as entradas da emigração, só permitindo a entrada a pessoas que já venham com trabalho garantido, ou, que ao fim de um tempo determinado, tenham arranjado trabalho que possa garantir a sua estadia, sem prejuízo para o estado e para os naturais, que sejam na realidade pessoas válidas e honestas, trabalhadoras e respeitadoras das leis do país, caso contrário, seriam


obrigatriamente repatriadas.




Se assim o não fizerem estarão fomentando a insegurança que se tem visto nos últimos tempos, quer em roubos, assaltos, homicídios, sequestros e quejandos, e, acima de tudo apelidados de xenófobos, como agora com a morte de um assaltante brasileiro, armado e disposto a matar.




Isto já para não falar das chamadas máfias do leste, que aqui se instalaram e têm feito trinta por uma linha.




Então Senhores Ministros, podem responder-me dando-me uma resposta sincera e aceitável para todo este descalabro?




Existem 400 e tal mil desempregados portugueses, não falando dos que ainda virão a juntar-se a estes milhares, com o andamento da carruagem, como então deixar entrar tudo e mais alguém, sem se tomarem medidas de precaução em relação á idoneidade e propósitos de quem entra?




Para desordens já não nos chegavam os ciganos e alguns dos africanos? Ainda temos de juntar-lhe mafiosos e ladrões homicidas ?