quinta-feira, 19 de agosto de 2010

ALMA VAZIA

O tempo está quente

No entanto, eu estou fria.

Quem não vive nem sente

Tendo a alma vazia

Não é algo nem gente,

Não é noite, nem dia.

É simplesmente

Uma alma vazia.

Não tenho querer nem mente,

Não sou homem nem cotovia,

Alguma coisa inconsistente,

Leve como a maresia,

Como louca mente,

Pesada como aleivosia,

Como corpo dormente.

Etérea alma vazia.

Queria sentir unicamente

A dor que senti um dia,

Ser um ser novamente

Não uma alma vazia
Em que o mundo cruelmente,

Me tornou pela dureza doentia,

Numa alma vazia.

sábado, 14 de agosto de 2010

PALAVRAS E ACÇÕES

Senhor Primeiro Ministro, perdoe a minha franqueza, mas já reperou na incongruência que existe nos seus discursos, nas suas palavras ao país e as suas acções?
Suas e dos seus Ministros, pois todos agem da mesma forma.
Para não irmos mais longe, tomemos como exemplo a questão dos fogos. V. Exª diz que a culpa é dos proprietários das parcelas florestais que as não limpam antes de chegar o Verão, ocasionando assim que os fogos se propaguem e alastrem até ás povoações, que portanto o Governo começará a agir, espoliando os proprietários faltosos. Mas Senhor Ministro, quem expropiará o Governo por não limpar as suas parcelas? Já verificou que a maioria da floresta é propriedade Governamental?
Por favor, Sr. Primeiro Ministro, tente pelo menos ser mais coerente nas suas actuações e mais verdadeiro para com o povo que o colocou onde está porque confiou em si e se vê defraudado.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A MINHA OFERTA


Separada de ti
Muitas lágrimas chorei.
Juntei-as numa só.
Aquilo que senti,
Nunca a ninguém revelei.
Quarenta e cinco anos perdi.
Mas Deus teve dó,
Porque de novo te achei,
Recuperei o que perdi.
Dou-te agora aqui
nesta lágrima única
Todo o amor que te não dei.
Toda a dor que vivi.
Tal como lembrança rúnica
que p´ro futuro deixei.

terça-feira, 6 de julho de 2010

45 anos depois

Após 45 anos passados na angústia de nunca mais voltar a ver a minha menina, a minha Ana Luisa, deu-me Deus a alegria de reencontrar a minha bébé e de saber que como eu estava interessada em voltar a tê-la nos braços, ela também esperava ver-me e abraçar-me. Logo que pude lá me meti no avião para o States rumo á Califórnia onde ela reside.
Fui encontrar a minha menina, com uma linda família feliz, duas netas encantadores e um genro brincalhão e carinhoso. Pudesse eu ter uma vida mais folgada e iria outra vez até lá, já que as saudades ainda são muitas após estes anos infindáveis.
A minha menina, pequenina como eu, é o meu retrato fisica e espiritualmente. Tem uma força interior enprme e vida para dar e vender- Parece o que eu era mais nova um mosquito eléctrico.
Pudessemos nós prever o futuro e nunca eu a teria deixado com quem a não soube compreender e estimar.Óh Deus, como eu era burra e insegura naquele tempo, aceitei tudo que me quizeram impor, acreditei que seria o melhor para a minha menina e como estava enganada.
Hoje teria posto acima de tudo o meu amor pelos meus filhos. Poderíamos até ter passado privações, mas estávamos juntos.
Foram excelentes estes dez pequenos dias ainda que insuficientes para colmatar a sede da minha alma-
Obrigada meu Deus, por me dares esta grande alegria.

terça-feira, 1 de junho de 2010

critica

Toda a gente sabe criticar, mas com critica que não é construtiva. Mas devemos antes de criticar, seja quem for, primeiro conhecer as circunstâncias, a criticamos agiu da maneira que agiu, como e porque agiu dessa forma, colocando-nos no seu lugar e nas mesmas circuntâncias. Todos nós nascemos com um sexto sentido, é verdade, mas é preciso que esse sexto sentido esteja apto a ser usado, porque a educação que tivemos não é propícia a que esse sexto sentido esteja activado, assim regulamo-nos, geralmente, na vivência que tivemos desde o nascimento até á data em que os factos acontecem. Se tivemos uma vida rodeada de pessoas confiáveis, seremos confintes, se tivemos uma vida de sobressaltos e mentiras, seremos desconfiados. São depois as lições que a vida nos vai dando que nos pode levar á desconfiança, á abertura ou ao fecho da nossa personalidade. O que nunca, nunca devemos fazer é fomentar no nosso espírito o ódio e a exclusão, pois desconhecemos o que se passa dentro de cada pessoa, só ela e Deus o sabem, por isso não devemos criticar nem impor a nossa prespectiva de vida aos outros.
Todos temos telhados de vidro para podermos andar á pedrada, uma das pedradas pode cair no nosso telhado.
Que esta dissertação possa servir para abrir o espírito de muita gente, para aprenderem a ser mais humanos e tolerantes para com os outros e o mundo será muito melhor.

terça-feira, 11 de maio de 2010

reencontro

Encontrei a minha filha mais nova. A minha Ana Luisa (a Mon alisa, como lhe chamava a Zabu) está de volta, não é maravilhoso? Há 45 anos que nada sabia dela. Tanto a procurei e o FACEBOOK trouxe-ma de volta, abençoado programa, e, eu que queria desistir dele. Tem duas filhas maravilhosas, as minhas netas aumentaram e a familia está agora completa. Só preciso agora de a voltar a abraçar, de a voltar a ter nos meus braços que não a mimaram durante este tempo todo. Como sou feliz agora, estou completa. Assim que a puder abraçar Deus já me pode levar, até agora tenho vivido na expectativa, agora acabou. Deus é grande, deu-me forças para aguardar este momento. Deus seja louvado. Oh Deus, Alá Jeová, seja lá quem fores ou como te chames, Obrigada.

sábado, 10 de abril de 2010

VAMOS LEVANTAR PORTUGAL

Como me sinto pequena e inutil neste mundo conturbado.
O mundo está a atravessar uma fase dificil de mudança e os homens não se apercebem de como estão errados e a agir da maneira mais erronea que se possa imaginar.
Aqui, no nosso país tão pequeno agora e que outrora foi grande, nota-se mais a insensatez dos homens, dos seus governantes e da sua população.
A crise é geral, mas nos paises maiores e com mais larga amplitude de visão, por parte do seu povo e dirigentes, vai-se culminando e tentando endireitar as coisas. Mas nós,...

O Governo só pensa em manter as aparências, em resolver os seus problemas, por eles próprios criados, esquecendo que o povo já há anos está sendo sacrificado, pendindo e exigindo mais sacrifícios, sem se lembrar que ele proprio faz parte do todoe como o todo tem de ser sacrificado também.
O povo exausto e até então mal educado e mal informado, habituou-se a reevindicar por tudo e por nada, não agindo com coerência, fazendo greves que a nada levam e pioram a situação.
Sendo o povo quem mais ordena, deveria reevindicar dos seus direitos exigindo de quem forma o governo e, que pelo povo lá foi colocado, que aperte também o seu cinto até ao ultimo furo, para que o povo o mantenha apertado.

Como pedir ao povo que que aperte o cinto além do ultimo furo, se o governa não leva o seu até ao fim?

Porque o governo não corta nos seus salários, nas suas mordomias, e, pede a quem menos culpa tem da situação caotica em que o país está, que o faça?

Já a maioria da população está a passar fome, necessidades e sem vislumbres de melhoras.

Mas os grandes capitalistas vão continuando a amealhar, o governo continua a comprar carros novos, a ter motoristas para todos, a ter os seus ordenados chorudos, a ter viagens pagas com ajudas de custo , com comitivas enormes, a pensar em grande para obras, que por ora se passaria bem sem elas, etc,etc.etc.

E o povo, que após o 25 de Abril, achou que era dono e senhor para se dar ao luxo de ter vida grande como até então não tivera, continua a querer viver no bem bom, a querer ter tudo o que os ricos têm, vão-se endividando cada vez mais e a querer viver de expedientes, de subsídios e
quando eles falham, revindicam deixando de trabalhar para entrarem em greves, que deixam o país mais pobre ainda. Já se provou mais do que uma vez que as greves não levam água ao moínho, porque persistir com elas? Devemos é ter os pés bem assentes no chão e trabalhar, pois
está provado que o trabalho, mesmo mal pago, pode ajudar-nos a sair da crise.
É certo que existe pouco trabalho,mas existe, o povo é que não o quer fazer a não ser que lhe dê para levar a vida boa que levava e enquanto houver subsídios para os manter. Quando emigram, sujeitam-se a tudo, até a comer dos caixotes do lixo, para amealhar algum e virem dizer que são GENTE lá fora, é a maior mentira que já se ouviu, pois só quem tenha ido lá fora a veificado é que sabe o que na maioria das vezes se lá passa.
Se cá existe trabalho para os que para cá vêem, também existe para os que cá nasceram. Passar miseria, passa-se no nosso país, não vamos aumentar a fama que já lá temos fora.
São formados, também muitos dos que para cá veem o são e sujeitam-se, é preciso é trabalhar, dar lucro ao país, não deixar que o pouco que ainda temos vá para os outros paises, o trabalho dignifica não diminui.
E os nossos governantes que se sujeitem a ganhar menos e a dar mais de si para endireitar o país e ajudar quem é do povo, pois do povo também são.

VAMOS TODOS, MAS TODOS, AJUDAR PORTUGAL A SER DE NOVO UM GRANDE-PEQUENO PAÍS.