sexta-feira, 15 de outubro de 2010

ADEUS ATE JÀ

Uma outra página da minha vida foi fechada ontem.
Foi a enterrar o pai de minha filha mais velha. Deus o tenha em paz  e descanso. Claro que a mim só me afectou o facto de ter sido meu marido e pai de meus filhos, mas tinha mais outros tres que ainda precisavam dele, ainda que sejam todos adultos. Foi mais uma vida que terminou neste mundo, mas a vida espiritual continua, pereceu o corpo mas a alma está bem viva e a zelar pelos seus filhos. Foi melhor assim, pois estava a sofrer e a fazer sofrer os que o amavam. Mas precisamos de saber que ele está em casa, que já não sofre e que os não deixou, só mudou de residência. Não o amava, mas também lhe não tinha odio ou rancor, tinha o carinho que podemos e devemos ter pelos nossos semelhantes. É pena vermos partir para outra morada, quem quer que seja, mas é a lei da vida e temos de aceitá-la e encara-la como uma viagem natural e necessária. Adeus Juca.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O plano orçamental

Senhor lº Ministro,

As medidas que o governo arranjou para diminuir a despesa do Estado, não está correcta. V.Exª pede a ajuda dos portugueses acerca da matéria e a sua opinião. Pois dou-lhe aqui a minha opinião e os meios de obter receitas sem precisar de colocar a maioria dos portugueses em miséria total o que irá suceder com as as suas medidas, posto que visam sempre os mais necessitados. Para já os maiores cortes devem ser nas despesas do estado.

1º O estado não precisa de mudar de carros todos os anos e muito menos pelo topo de gama dos mesmos. Estes deveriam estar somente ao serviço do estado, em trabalho, não para levar de casa e para casa os senhores ministros, secretários de estado e suas secretárias. Todos vós tendes carro particular e é esse, que deveriam usar para sua deslocação para e do trabalho, como faz a maioria dos portugueses.

2º Dimunuir as delegações que acompanham os Srs. Ministros e o Sr. Presidente e quejandos, nas suas deslocações ao estrangeiro,não estamos em tempo de mostrar uma opolência que não temos e não estamos em tempo de o ostentar.

3º Cortar as ajudas de custo nessas mesmas deslocações.

4º Os descontos nos vencimentos e reformas a partir de 1500 Euros mensais, está correcta, até atingir o escalão máximo imposto por V. Exª, pois, enquanto a maioria era aummentada em 2% ou 2, qualquer coisa, os vencimentos do governo e dos gestores era aumentado em 20%. Portanto seria justo que a sua percentagem atingisse os mesmo 20%, bem assim como nas reformas milionárias que existem.

5º Adiar a realização das grandes obras tais como TGV, pontes e auto estradas, até que a situação o permita.

Diz . Exª que essas obras trazem trabalho... É certo, mas para quem? e por quanto tempo? São trabalhos temporários, ainda que toda a gente saiba que obras do estado não têm tempo certo e que esses atrasos trazem igualmente aumentos de despesas. Se o estado soubesse impor-se e em vez de pagar o que os empreiteiros querem como acréscimo e exigissem que a obra fosse feita de acordo com o contrato e no tempo certo, mas não...
Estas são algumas das medidas que mais saltam á vista. e não quero alongar-me muito mais. Mas é certamente o sentir da maioria dos portugueses que ainda não souberam adaptar-se á liberdade e portanto aos seus direitos e continuam os mesmos carneiros do Estado Novo.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

SAÚDE

Senhora Ministra da Saúde,
Sou uma mera utente dos Serviços Sociais de Saúde, no Centro de Saúde de Corroios, onde tenho a minha médica de família, por sinal muito boa médica, sou deficiente cardíaca, tendo inclusivé comigo uma carta, passada pelo Hospital de Almada aquando lá estive internada, a qual devo trazer sempre comigo, e estou a fazer um tratamento sanguíneo que deve ser controlado com análise mensal. Para tal a minha médica marca-me consulta sempre que lá vou, pois a dita análise deve ser efectuada dois dias antes da consulta se realizar.

Ora da última vez que fui consultada a médica marcou-me consulta para 16 de Setembro, tendo-me fornecido a guia para a análise a qual deveria ir ser carimbada, ou seja autorizada pelo menos 12 dias antes de ser realizada. Sucede que a semana passada tive dores muito fortes na coluna que me não deixavam andar, pelo que tive de me deslocar ao SAP, posto que a minha médica de familia se encontra de férias,bem justas aliás, como me foram receitadas umas injecções, claro que tive de me deslocar ao meu posto médico para as tomar, como há quase 50 anos que não tomo vacina nenhuma, a enfermeira que me deu a injecção marcou-me para hoje a vacina do tétano. Ao levá-la, a enfermeira que ma deu, marcou-me a segunda dose para Setembro e foi nessa altura que me foi dito que a teria de ir tomar ao posto do Moínho da Maré, visto que o Posto de Corroios, onde pertenço iria para obras e que estaria fechado. Foi então que perguntei se a minha consulta se manteria para a data marcada pela Médica ou se haveria alteração,. Disseram-me então que todas as consultas ficaram canceladas e que teria de ir ver se conseguia consulta, pois não fariam outras marcações prévias.
Agora diga-me V. Exª como é que se dirige uma saúde assim? Até nos Hospitais, que são os Serviços de Saúde mais sobrecarregados, se houver alguma alteração, o utente é avisado e é-lhe feita nova marcação. O Posto médico do Moínho da Maré, tem os seus utentes, que são bastantes, pois funciona como consultório a quem não tem médico de Família, agora irá ficar com os utentes do Posto de Corroios com médico de família e sem direito a marcação prévia de consulta.
Como irei eu resolver a situação da consulta que tinha marcada para fazer a análise a tempo de a ter dois dias antes da consulta? E como eu deve haver centenas de outros utentes nas mesmas condições. Eu estou falando no meu caso, mas quantos não haverá nas mesmas condições e com a gravidade que o meu caso sugere.
Diga-me V. Exª, sou velha e reformada, mas se o caso fosse com a sua mãe, como o resolveria? Ou os velhos já são trapos que se podem ignorar e deitar fora?
Deixo á sua consideração Situações como a que exponho.

sábado, 21 de agosto de 2010

Bill

A dádiva mais preciosa
Tirou-ma avida vil.
Tem-la tu em teu poder,
É um pouco geniosa,
Mas sei que és gentil.
Venha o que vier,
A vida também é generosa
E uma escola bem útil
Na alegria e no sofrer.
Faz dela flor primorosa
Meu generoso Bill
P'ro melhor dela ter-

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

ALMA VAZIA

O tempo está quente

No entanto, eu estou fria.

Quem não vive nem sente

Tendo a alma vazia

Não é algo nem gente,

Não é noite, nem dia.

É simplesmente

Uma alma vazia.

Não tenho querer nem mente,

Não sou homem nem cotovia,

Alguma coisa inconsistente,

Leve como a maresia,

Como louca mente,

Pesada como aleivosia,

Como corpo dormente.

Etérea alma vazia.

Queria sentir unicamente

A dor que senti um dia,

Ser um ser novamente

Não uma alma vazia
Em que o mundo cruelmente,

Me tornou pela dureza doentia,

Numa alma vazia.

sábado, 14 de agosto de 2010

PALAVRAS E ACÇÕES

Senhor Primeiro Ministro, perdoe a minha franqueza, mas já reperou na incongruência que existe nos seus discursos, nas suas palavras ao país e as suas acções?
Suas e dos seus Ministros, pois todos agem da mesma forma.
Para não irmos mais longe, tomemos como exemplo a questão dos fogos. V. Exª diz que a culpa é dos proprietários das parcelas florestais que as não limpam antes de chegar o Verão, ocasionando assim que os fogos se propaguem e alastrem até ás povoações, que portanto o Governo começará a agir, espoliando os proprietários faltosos. Mas Senhor Ministro, quem expropiará o Governo por não limpar as suas parcelas? Já verificou que a maioria da floresta é propriedade Governamental?
Por favor, Sr. Primeiro Ministro, tente pelo menos ser mais coerente nas suas actuações e mais verdadeiro para com o povo que o colocou onde está porque confiou em si e se vê defraudado.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A MINHA OFERTA


Separada de ti
Muitas lágrimas chorei.
Juntei-as numa só.
Aquilo que senti,
Nunca a ninguém revelei.
Quarenta e cinco anos perdi.
Mas Deus teve dó,
Porque de novo te achei,
Recuperei o que perdi.
Dou-te agora aqui
nesta lágrima única
Todo o amor que te não dei.
Toda a dor que vivi.
Tal como lembrança rúnica
que p´ro futuro deixei.